Poucos momentos no esporte são tão intensos quanto a realização de um sonho cultivado por anos. Foi exatamente isso que viveu Flávia Saraiva no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, ao transformar a emoção e a pressão em uma das performances mais marcantes de sua carreira.
Ela voltou a disputar uma final de Mundial e, pela primeira vez, conseguiu acertar tudo, batendo na trave na busca por uma medalha. Apesar do pódio não vir, Flavinha teve outra boa atuação, o que deixa as expectativas para Los Angeles bem elevadas.
Flávia Saraiva quase ficou com o pódio
Flavinha cravou a série de trave e conseguiu 13,833 pontos na semifinal, avançando para a decisão no aparelho. Nela, a brasileira ficou na quarta posição por apenas três décimos.
A chinesa Zhang Qingying confirmou o favoritismo e levou o ouro, seguida pela argelina Kaylia Nemour e pela japonesa Aiko Sugihara, que ficaram com a prata e o bronze, respectivamente.
Com um sorriso que já se tornou sua marca registrada, Flavinha comemorou o desempenho e destacou que ser finalista no Mundial era a concretização de um sonho que foi construído com muito esforço.
“Fiquei muito feliz. Foi uma final de trave bem difícil. Tem anos que não temos uma final de trave tão difícil assim. A minha última final de trave tinha sido em 2019. Foi a primeira vez que acertei uma final de trave em Mundial. Fico feliz que meu trabalho está dando certo”, destacou ao SporTV.
Flávia Saraiva também fez questão de comentar sobre a sua evolução na trave e mostrou toda a felicidade pelo seu desempenho.
“Estou conseguindo evoluir um pouco mais na trave a cada ano. Competição é competição. Tô muito feliz com a minha prova, feliz que eu acertei, porque isso me dá mais confiança para os próximos anos. A série foi boa. Foi a que treinei para apresentar aqui. A nota de partida é um pouco mais baixa que a das meninas, mas dei meu melhor e estou muito feliz”, finalizou a ginasta.
Rebeca Andrade exaltou desempenho da sua amiga
Principal nome da ginástica brasileira, Rebeca Andrade está afastada das competições para cuidar melhor da sua saúde mental. Porém, segue acompanhando as suas amigas e fez questão de exaltar o feito de Flávia Saraiva.
Por meio das redes sociais, Rebeca postou uma foto de Flavinha e a palavra ‘orgulho’, logo após o quarto lugar da amiga no Mundial.
Juntas, elas conquistaram a medalha inédita de bronze por equipes com o 3º lugar nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Jade Barbosa, Julia Soares e Lorrane Oliveira completaram a equipe, que ficou atrás apenas dos Estados Unidos e Itália.
Nos últimos anos, as atletas têm inspirado não só fãs do esporte, mas também o crescimento das apostas esportivas. Pratique o jogo seguro.
A evolução de Flávia Saraiva
Flávia Saraiva tinha apenas 16 anos quando disputou pela primeira vez um Mundial do esporte. Desde sua estreia em Mundiais, em 2015, Flavinha perdeu duas edições por lesões, em 2017 e 2021.
Desde a sua estreia em Mundiais em 2015, Flavinha perdeu duas edições por lesões, em 2017 e 2021. Em 2019, em Stuttgart, na Alemanha, ela chegou em sua única final de trave até então, mas acabou com uma queda e terminou em sexto, sem completar a sua performance.
No mesmo ano, quase beliscou o bronze no solo, ficando a apenas um décimo do pódio. No individual geral a brasileira fechou no sétimo lugar.
EEm 2022, com o Mundial realizado em Liverpool, Flavinha sofreu uma lesão durante o último aparelho da classificatória, em um salto. Ela ainda se apresentou nas barras assimétricas, onde a equipe brasileira estava na final.
Em Antuérpia 2023, a medalha veio por equipes, ao lado de Rebeca Andrade, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira. Com elas, o Brasil foi vice-campeão mundial.
Assim, na última década, Flávia Saraiva passou de uma jovem promessa a um símbolo de perseverança e excelência, inspirando uma nova geração de ginastas que veem nela a prova de que o talento floresce quando regado com resiliência e paixão.









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